ADORNOS DO BRASIL INDÍGENA: RESISTÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

02 Dezembro 2016

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Por Marta Bogéa e Anna Helena Villela

Reconhecer um centro em comum configurado por uma única sala foi o gesto inicial que constitui a premissa fundamental do projeto expográfico. No desenvolvimento do projeto a linha continua, perímetro da sala, vibra através de avanços e recuos de modo a assegurar que nem a arte nem o acervo fosse a todo tempo o mais próximo desse centro ou, em outros termos, fosse o de primeira visibilidade. Com essa vibração o prisma regrado ganha outras profundidades alternando o protagonismo dos dois conjuntos a partir da visão central. O segundo gesto estruturante a delinear essa paisagem é sua estratificação cromática que configura em linhas verticais os painéis. Iniciada na necessidade de reconhecer a posição relativa do acervo indígena em relação ao corpo, avança para uma compreensão de extratos e se amplia também como estratégia para o gráfico. Campo cromático que ecoa os cortes geológicos de prova em terreno e suas profundidades e densidades distintas em camadas. Nessa paisagem reconhecer a origem de cada peça em relação as duas coleções é fundamental, painéis brancos acoplados ao extrato recebe obras de arte contemporânea e os diferentes extratos em cinza recebem acervo indígena. Do centro da sala em aproximações e distâncias variadas se pode vislumbrar o conjunto, sem hierarquias obvias ensaiando vizinhanças e contato.

FICHA TÉCNICA
Localização: São Paulo
Área: 600m²
Ano do projeto: 2016
Arquitetura: Marta Bogéa e Metrópole Arquitetos
Equipe: Anna Helena Villela, Marta Bogéa, Liz Arakaki
Iluminação: Design da Luz Estúdio / Fernanda Carvalho
Projeto Gráfico: estúdio campo
Execução do Projeto Expográfico: maxxi stands
Fotografias: Metrópole Arquitetos
 

Galeria de Imagens


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