GRAVATA DE SETE DOBRAS, UMA SURPRESA E TANTO!

15 Abril 2017

 

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Acessório ganha versão bem brasileira, com modelagem autoral, em tecido 100% algodão e sem a necessidade da entretela

 

A gravata de sete dobras, cultuada especialmente por algumas das mais influentes grifes italianas, ganhou versão autoral, com apelo bem nacional. Svetlana Morbini saiu da escola de Moda, em Florianópolis, determinada a fazer uma releitura deste clássico do figurino masculino. Com molde desenvolvido por ela mesma, depois de inúmeros testes, e apostando no algodão 100% nacional, acaba de lançar a linha Oasis, com uma coleção de modelos tradicionais e slim, em versões mais clássicas, outras bem contemporâneas.

 

A inspiração para esta primeira série de gravatas de sete dobras surgiu quando Svetlana fez uma viagem a Dubai e observou todo aquele contraste típico da paisagem urbana dessa cidade excêntrica e instigante. De volta ao Brasil, a designer a designer selecionou os tecidos que mais se adequavam à sua experiência, escolheu rigorosamente os jacquards e estampas e deu início à produção.

 

Ela já tinha percebido a diferença que uma gravata pode fazer, identificado o perfil de consumidor para este produto e o seu potencial de consumo. “Antes de ter a ideia de recriar a gravata de sete dobras eu notei que no Brasil, de forma geral, faltam roupas diferentes e coloridas no segmento social masculino”, comenta Svetlana, acrescentando que sua ideia “veio para suprir uma demanda de pessoas com personalidade marcante, que querem se destacar no meio em que vivem”. 

 

 

 

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Uma a uma, com o tecido dobrado delicadamente, sem forro ou entretela (que é o que dá sustentação à peça), com acabamento todo feito à mão, Svetlana Morbini passa horas debruçada no desenvolvimento da sua criação. O tecido de algodão garante um produto confortável, com bom caimento - intensificado em função do corte milimetricamente estudado –, e fácil de manusear na hora de dar o nó. Se amassar, simples. Basta desabotoar a parte interna do modelo, que se abre, permitindo passar o ferro quente sem nenhum prejuízo.

O resultado é surpreendente, numa concepção nova, cheia de originalidade e que a designer sugere para looks masculinos, impecáveis ou desconstruídos. E para versões femininas também.

 

 

Sobre a designer

Svetlana Morbini é russa, da Sibéria, atenta desde pequena às artes e aos movimentos culturais. Num desses encontros do acaso conheceu um brasileiro, que mora em Santa Catarina, e não demorou a deixar para trás o cenário gélido e a faculdade de Relações Internacionais para conhecer o Sul do Brasil e ficar. Casou, assumiu o sobrenome do marido ítalo-brasileiro, fez faculdade de Moda e agora acaba de lançar a sua marca. Tudo isso em torno de cinco anos.

 

As gravatas que Svetlana Morbini desenvolveu ajudam a transformar de forma criativa e prática um look simples e básico em único e especial. Acompanhando a tendência de slow fashion, as peças são produzidas em pequenas quantidades, mantendo o alto padrão de qualidade por meio da modelagem pensada em ergonomia e da costura manual.

 

Para o trabalho de conclusão de curso fez uma substancial e minuciosa pesquisa sobre moda masculina. E acabou se atendo especificamente a este acessório singular, aparentemente sem uma utilidade específica. Mas desde que foi criada, em torno de 1650, na França, a gravata assumiu com propriedade o seu lugar. E se transformou em um símbolo tão forte que cruzou os séculos, se mantém no auge e assume renovações como esta, que conservam o estilo e a hegemonia.

 

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