O CONCEITO HIGH LOW QUANDO O LUXO E O BÁSICO COMBINAM

29 Julho 2017

 

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EMBORA SEJA UM SETOR POUCO RENTÁVEL ECONOMICAMENTE, A ALTA-COSTURA CARREGA CONSIGO UMA SIMBOLOGIA ESPLENDOROSA DE LUXO

 

A alta-costura baseia-se na ostentação, através do preço exageradamente caro dos tecidos, na produção limitada de peças e na capacidade de influenciar a maneira de se vestir das outras pessoas. De acordo com a especialista no mercado de luxo, Carolina Boari, todas as roupas desse setor são confeccionadas sob medida. “Fato que na contemporaneidade isso representa um luxo, por conter exclusividade e alto poder econômico”, evidencia a consultora. Na França, esse termo usufrui de proteção jurídica e só pode ser utilizado por empresas que atendam a determinadas normas predefinidas pela comissão reguladora das casas de moda, a Chambre Syndicale de la Haute Couture Parisienne.

 

 

 

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Segundo a especialista as maisons (casas) que desejamutilizar o conceito haute couture (alta-costura), devem obedecer a critérios como, por exemplo, produção feita à mão e sob encomenda; possuir um atelier em Paris que empregue, no mínimo, quinze funcionários especializados em seus ofícios em tempo integral e apresentar a cada coleção trinta e cinco desenhos originais. Os desfiles de alta-costura são apresentados em períodos diferentes dos de prêt-à-porter.

 

Dessa forma, as principais maisons passaram a confeccionar produtos de qualidade com preços mais acessíveis, originando o prêt-à-porter de luxo, denominado demi-couture (metade costura). Porém, a alta-costura perdeu cada vez mais espaço em função de sua baixa lucratividade e o crescimento do prêt-à-porter resultou em uma tendência que tomou forma a partir do ano de 2005, o fast fashion, apresentando novas marcas e propostas de moda que se diferenciam nas formas de produção.

 

 

 

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Sendo assim, o fast fashion pode ser entendido como uma ‘cópia’ das roupas apresentadas nos desfiles de moda, reproduzidas em larga escala e a preços baixos, considerando os movimentos culturais e a participação do consumidor na elaboração de uma coleção. “A moda passou a ser mais livre, permitindo a mistura de estilos e sendo fortemente influenciada por movimentos artísticos. Nesse novo contexto de consumo, surge o conceito high low que é a mistura de peças de luxo com outras de consumo de massa”, conta Carolina.

 

A consultora do mercado de luxo afirma que o uso de um look totalmente composto por marcas de luxo torna-se anti fashion e, até mesmo, sem criatividade. “Um consumidor habitual de luxo e conhecedor da moda usa várias combinações de estilos, por exemplo, uma camiseta da Zara, com sapatos Ferragamo e uma bolsa Louis Vuitton”, exemplifica a especialista.

 

 

 

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