MONTBLANC POR RODRIGO SANTORO

02 Março 2017

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De passagem pelo Rio de Janeiro, o Embaixador da Montblanc no Brasil posa para as lentes da Maison e diz que, para ele, a palavra que melhor define a Maison é “Elegância” 


Reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho no cinema, astro de Westworld, a série de ficção que conquistou a audiência na HBO, Embaixador da Montblanc no Brasil, Rodrigo Santoro nasceu para brilhar. Completamente à vontade diante das lentes do fotógrafo Daniel Mattar, ele vestiu os relógios e acessórios das novas coleções para celebrar um ano no seleto grupo de “Amigos da Maison”, como a Montblanc chama os astros e estrelas da Europa, Ásia e Américas escolhidas para representar em seus países a imagem da marca.

Neste período, Rodrigo afirma que cresceu a sua admiração pela Maison e que se tivesse que definir Montblanc em uma única palavra, esta seria “Elegância”. “Pude conhecer as pessoas que estão no comando da marca, além dos responsáveis pela criação e desenvolvimento de produtos, e vi que a preocupação com a qualidade, a funcionalidade e o design das coleções é uma realidade que perseguem no dia a dia. Eles dizem que essa busca pela perfeição é um compromisso, e eu pude confirmar que é assim mesmo”.

 

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Acompanhe as fotos do novo ensaio de Rodrigo para a Montblanc e a entrevista que ele cedeu para a Maison:

Entre os vários projetos que a Montblanc desenvolve, seja na criação dos produtos, seja através da Fundação Cultural Montblanc, qual te chamou mais atenção e por quê?

Não posso deixar de destacar o ingresso do Brasil no grupo de países que passaram a receber o Prêmio Montblanc de la Culture, de apoio ao mecenato. Fiz parte do júri internacional que elegeu os projetos vencedores no ano passado e fiquei muito orgulhoso de saber que o meu país agora faz parte desta premiação, que pode contribuir com a diversidade da nossa cultura.

Em termos de produtos, continuo gostando dos relógios e peças de couro. Participei do lançamento da coleção Urban Spirit, em Paris, e achei tudo muito atual e contemporâneo. É uma linha para ser usada pelo homem moderno em qualquer cidade do mundo. Particularmente, adorei a mochila, que é muito prática e funcional, sem perder a elegância. 

 

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Se tivesse que indicar uma personalidade brasileira para ser homenageada com um instrumento de escrita Montblanc, quem seria?

A diversidade de talento que nós temos nesse país é gigantesca. Fazer lista é uma coisa difícil, porque eu tenho certeza que tem muita gente que merece. Mas o primeiro nome que me vem à cabeça é Ferreira Gullar. Poeta grande dos grandes Faz parte do patrimônio da literatura brasileira. 

 

Em sua opinião, existe diferença entre as pessoas que gostam de artigos de luxo, como os da Montblanc, no Brasil e em outros países?

Não vejo diferença, especialmente entre os países do Ocidente. Seja na Europa, nos Estados Unidos ou no Brasil, as pessoas que consomem luxo buscam atender a um desejo de individualização, de exclusividade. Por isso, querem produtos diferenciados, com um toque singular.

 

Você continua envolvido em vários projetos profissionais simultâneos. Quais são os prioritários nesse momento?

Atualmente, minha prioridade é fazer série Westworld, da HBO.

 

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A sua recente aparição em novela no Brasil foi recebida com muito sucesso. Existem planos de voltar a atuar brevemente na dramaturgia brasileira?

Sim, a experiência de Velho Chico foi muito feliz. Acima de tudo, para mim, foi um reencontro, em vários sentidos, mas essencialmente com a televisão e com o grande público. Um reencontro com a minha própria cultura. Com os meus amigos, a minha família, com a maravilha que é trabalhar em casa, voltar para casa depois de um dia de trabalho, não voltar para um hotel, não voltar para um lugar estrangeiro. Tudo isso foi muito importante para mim e eu, naturalmente, tenho planos de fazer outros trabalhos aqui. Na televisão, no cinema e no teatro também, já flerto com a ideia de fazer teatro há muito tempo. Eu não tenho uma preferência. O que quero são boas histórias, boas personagens, pessoas interessantes com quem eu possa trabalhar e aprender com elas. 

 

Que conselhos você daria para um jovem ator que sonha em conquistar Hollywood?

Não acho que eu possa dar conselhos para alguém, porque eu acredito que somos todos muito complexos e diferentes.  Então, o que funciona para mim não vai funcionar para outra pessoa. O que eu quero dizer é que não acredito que eu tenha a fórmula. Acho que a gente constrói a nossa própria forma de trabalhar e cria a nossa própria fórmula. A única coisa que eu acho fundamental em qualquer profissão, independente de ser artista, advogado, ou médico, é ter paixão por aquilo que fazemos. Consequentemente, vem a dedicação. Se você encontra realização numa profissão, ela te motiva, te move. Naturalmente, você vai se dedicar e vai ser feliz fazendo aquilo que você faz.

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Quem são os atores que mais te inspiram?

Essa lista é difícil, porque são muitos. A maior referência foi Paulo Autran. Não foi um aprendizado de como trabalhar ou de simplesmente observar um grande ator em cena. Foi de observar um grande homem, um grande ser humano, um grande ator. É sempre a referência maior, mais forte para mim, até hoje.


Como você faz para manter a saúde física e espiritual em ordem diante dessa pressão do dia a dia, das viagens?

Eu me empenho muito em cuidar da minha saúde, porque saúde e as relações afetuosas são as coisas mais importantes da vida. Essas são as minhas prioridades. E para cuidar da saúde, eu, particularmente, procuro me alimentar bem, sem radicalismos, mas de forma saudável, porque eu gosto, eu me sinto bem. Não é só por uma questão de fazer isso para aguentar a rotina, é porque eu também tenho prazer em me alimentar bem. Gosto também de praticar esportes. Eu pratico ioga, meditação, surfe. Eu gosto muito de surfar. Jogo futebol, vôlei. E faço exercícios físicos de academia, sempre que posso. Para cuidar da mente, eu ainda não descobri uma forma melhor do que a meditação. 

Como você define o seu estilo pessoal? O seu jeito de vestir?

Uma mistura de estar à vontade com coisas que você realmente acha interessantes. Às vezes, a mistura é básica e muito simples; em outras, mais sofisticada.  Não é só uma preocupação em como as pessoas vão me perceber, ou como eu vou estar me apresentando socialmente. Essa é apenas uma das questões envolvidas nas escolhas do vestir. O mais importante, realmente, é estar me sentindo bem.

Qual é a função da escrita na sua vida? Você ainda escreve no papel?

Eu gosto muito de escrever no papel. Consigo visualizar melhor. Especialmente quando eu quero colocar as ideias que estão na minha cabeça. Também gosto de desenhar. Às vezes eu escrevo uma frase e faço um desenho do lado. Quando eu trabalho, eu uso muito os meus caderninhos. E gosto de voltar a eles de vez em quando. Às vezes, eu anoto uma frase, um sentimento. Não é nenhum método. É mais uma espécie de diário de bordo mesmo, sem ser aquele diário clássico de descrever o seu dia.  A relação que eu tenho com a escrita é muito próxima, é quase afetiva.

 

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